Neste artigo (8 seções)
Um conto erótico na banheira é a fantasia do banho a dois transformada em narrativa: água morna, bolhas subindo pela pele, uma taça de vinho ao alcance da mão e dois corpos escorregadios dividindo um espaço pequeno demais para caberem sem se tocar. O que você lê a seguir é ficção adulta, em perspectiva feminina, sobre uma banheira comprada como presente para mim mesma — e sobre a noite de terça em que ela deixou de ser só minha.
O presente que eu dei a mim mesma
Comprei a banheira de hidromassagem num impulso que não teve nada de impulsivo. Foram três meses juntando, olhando modelos, medindo o banheiro duas vezes com a fita métrica na mão e o coração meio acelerado por estar gastando aquilo comigo. Ninguém me deu. Eu me dei. E acho que é por isso que ela sempre foi mais do que uma banheira.
Naquela terça, cheguei do trabalho com o corpo pesado, o tipo de cansaço que não é do músculo, é da cabeça. Reuniões demais, café de menos, uma vontade enorme de fechar a porta do mundo. Enchi a banheira devagar, testando a temperatura com o pulso como quem faz carinho na própria água. Joguei sais, acendi duas velas — não por romance, por mim mesma — e coloquei uma playlist baixinha que não pedia nada de ninguém.
Entrei. A água me recebeu como um abraço morno que sobe pelas costas e afrouxa cada nó de uma vez. Deixei a cabeça descansar na borda, os olhos fechados, e por alguns minutos fui só isso: uma mulher dentro da própria água, sem plateia, sem cobrança. Se o conto acabasse aqui, já teria valido. Mas a campainha tocou.
Fiquei um tempo boiando entre o sono e o acordado, ouvindo os jatos da hidromassagem trabalharem minha lombar. Pensei em quantas noites daquela semana eu tinha adiado esse cuidado comigo, em como é fácil deixar o próprio prazer para depois. A banheira não deixava. Ela me obrigava a parar. Foi nesse pensamento morno, meio filosófico, meio derretido, que o som seco da campainha cortou o vapor.
Ele chegou com uma garrafa
Eu sabia que era ele antes de olhar pelo olho mágico. A gente estava naquele estágio em que não marca hora, só aparece — e no meio da semana isso ainda tinha um gosto de surpresa. Abri a porta enrolada no roupão, o cabelo preso às pressas, a pele ainda quente da água. Ele estava ali, meio sem jeito, segurando uma garrafa de vinho pela boca como quem trouxe a desculpa perfeita.
— Passei na frente, lembrei de você — ele disse, e havia verdade e safadeza na mesma frase.
Não convidei com palavras. Só abri mais a porta e voltei andando para dentro, deixando que ele decidisse me seguir. Ele seguiu. Ouvi a porta fechar, o barulho da garrafa sendo pousada na pia da cozinha, o tilintar de duas taças que ele encontrou sozinho porque já conhecia meus armários. Quando ele apareceu na porta do banheiro, eu já tinha deixado o roupão cair.
Ficou parado um segundo. Aquele segundo em que o olhar de um homem faz mais barulho do que qualquer coisa que ele possa falar. A luz das velas dançava no vapor, e eu senti — pela primeira vez em muito tempo — o poder tranquilo de ser desejada sem precisar performar nada.
— Cabe? — ele perguntou, já tirando a camisa.
— Vamos descobrir — respondi, e voltei para dentro da água.
A banheira ficou pequena (e isso foi ótimo)
A banheira era para uma pessoa. No máximo, uma pessoa e meia se essa meia fosse muito querida. Ele entrou de frente, atrapalhado, a água transbordando um pouco pela borda e escorrendo no piso — e nós dois rimos, aquele riso curto que desarma qualquer tensão e abre espaço para o resto.
Não teve elegância na acomodação. Teve joelho no lugar errado, teve “espera”, teve mão procurando onde se firmar. Acabei sentada de costas para o peito dele, entre as pernas dele, a nuca encostada no ombro dele. E foi ali, na desistência de qualquer coreografia, que a coisa ficou boa de verdade.
Ele me entregou a taça por cima do meu ombro. Bebi um gole olhando o teto, sentindo a mão livre dele começar a passear devagar pela minha barriga, sem pressa nenhuma, como quem tem a noite inteira e nenhum lugar melhor para estar. A água morna deixava tudo mais lento, mais líquido. Cada toque chegava amortecido e ao mesmo tempo amplificado, porque eu não tinha o que fazer além de sentir.
A mão dele subiu. Desenhou meus seios com as pontas dos dedos molhados, contornou, provocou, e recuou de propósito só para me ouvir respirar diferente. Encostei a cabeça mais forte no ombro dele e deixei um som escapar — pequeno, involuntário, honesto. Ele entendeu como convite.
Água, pele e a lentidão que a gente não tem na cama
Tem uma coisa que a banheira faz e a cama não faz: ela te obriga a ir devagar. Não dá para atacar, não dá para pressa, não dá para o roteiro de sempre. A água segura os movimentos, e o que sobra é a intenção de cada gesto. Foi assim naquela noite.
A outra mão dele desceu, deslizando pela minha coxa por baixo da água morna. Encontrou o caminho sem procurar muito — ele já conhecia o mapa — e ficou ali, um toque constante e generoso, ritmado com a minha respiração e não com a pressa dele. Eu me abri um pouco mais, os joelhos apoiados nas bordas da banheira, a água tremendo em pequenas ondas a cada movimento nosso.
Larguei a taça na borda antes que ela se perdesse. Precisava das duas mãos: uma agarrada na nuca dele, os dedos no cabelo molhado, a outra por cima da mão que ele mantinha entre as minhas pernas, não para guiar, só para dizer sim, continua, exatamente assim. O vapor tinha embaçado o espelho inteiro. As velas pingavam. E o mundo que eu tinha querido trancar do lado de fora quando entrei sozinha na água agora estava trancado de verdade — só que por um motivo bem melhor.
Virei o rosto e o beijei de lado, aquele beijo desconfortável e delicioso de quem não quer mudar de posição só para beijar melhor. Ele mordeu meu lábio de leve. Eu senti, contra as minhas costas, o quanto ele também estava perdido naquilo.
A água em volta da gente já não estava parada. Balançava em ondinhas que batiam nas bordas e voltavam, no mesmo compasso lento em que a mão dele se movia. Eu tinha os olhos fechados, mas via cores — aquele vermelho quente que sobe por trás das pálpebras quando o corpo inteiro começa a concordar com uma só coisa. Ele sussurrou meu nome no meu ouvido, baixo, quase uma pergunta, e eu respondi apertando a mão dele com mais força contra mim.
O clímax e a rendição
Quando eu não aguentava mais só a antecipação, me virei — desajeitada, água por todo lado, sem a menor graça e com toda a vontade do mundo. Fiquei de frente para ele, os joelhos afundando no fundo da banheira de cada lado do quadril dele, os rostos na mesma altura pela primeira vez na noite.
A gente se olhou. Não teve palavra. Teve a testa dele encostada na minha, a respiração dos dois se misturando com o vapor, e o momento exato em que decidir parou de ser decisão e virou só acontecimento. Foi lento porque a água pedia lento. Foi fundo porque estar de frente, na altura certa, com as mãos livres para segurar o rosto um do outro, deixava tudo mais fundo do que a posição em si.
Eu comandei o ritmo — e isso, para mim, foi a parte mais bonita. Na minha banheira, que eu comprei sozinha, no meu banheiro, com as minhas velas, eu decidia a velocidade de cada movimento. Ele só me segurava pela cintura e me olhava como quem assiste a coisa mais rara do mundo. Quando o prazer começou a subir, subiu como a água tinha subido mais cedo: sem aviso, transbordando pelas bordas, molhando tudo em volta.
Eu gozei olhando nos olhos dele, o que quase nunca consigo fazer. Ele veio logo depois, o rosto afundado no meu pescoço, um gemido abafado contra a minha pele molhada. Ficamos ali, colados, o coração dos dois batendo rápido dentro de uma água que já começava a esfriar e que nenhum dos dois teve pressa de trocar.
Depois: a terça mais bonita do ano
A gente saiu quando a pele já estava enrugada nas pontas dos dedos e a vela mais curta se apagou sozinha. Enrolamos nas toalhas, rimos do banheiro alagado, ele foi buscar a garrafa de vinho que a gente tinha esquecido na cozinha. Terminamos a noite na cama, cheirando a sal de banho, sem falar quase nada porque não precisava.
No dia seguinte, uma quarta comum, a banheira estava lá, vazia e minha de novo. E eu percebi que ela continuava sendo o presente que eu dei a mim mesma — só que agora ela também guardava a memória de uma terça em que eu quis dividir esse presente. As duas coisas cabiam. Assim como a gente coube, mesmo quando não devia caber.
Este é um conto de ficção adulta, escrito para entretenimento. Personagens e situações são imaginários.
Antes de repetir a cena na vida real
Ficção é ficção, mas se a fantasia da banheira te animou, vale um lembrete de saúde: a água não substitui a lubrificação natural e pode até ressecar a mucosa, além de aumentar o risco de a camisinha romper. Segundo reportagem do Metrópoles sobre sexo na hidromassagem, o ideal é usar lubrificante à base de silicone (que não se dissolve na água) e redobrar o cuidado com a higiene da banheira. Para o passo a passo prático — posições, apoios e segurança — veja o nosso guia completo de sexo na banheira. E se preferir começar mais devagar, uma massagem sensual é uma ótima porta de entrada para a noite.
Perguntas frequentes sobre conto erótico na banheira
Este conto erótico na banheira é baseado em fatos reais?
Não. É ficção adulta escrita para entretenimento. Os personagens, a banheira e a noite de terça são todos imaginários — a intenção é provocar a imaginação, não relatar um acontecimento real.
É seguro fazer sexo na banheira de verdade?
Pode ser prazeroso, mas exige cuidado. A água reduz a lubrificação natural e enfraquece a camisinha de látex, aumentando o risco de rompimento e de infecções íntimas. O recomendado é usar lubrificante à base de silicone, camisinha mais resistente e manter a banheira bem higienizada. Veja o nosso guia de sexo na banheira para os detalhes.
Precisa de lubrificante mesmo dentro da água?
Sim, e de preferência à base de silicone. Ao contrário do que muita gente pensa, a água não lubrifica — ela leva embora a lubrificação natural e não funciona com produtos à base de água, que se dissolvem. O lubrificante de silicone permanece e reduz o atrito.
Onde encontro mais contos eróticos hetero como este?
A iFody publica novos contos eróticos com frequência. Se você gostou do clima de água e intimidade, vai curtir também o nosso conto erótico no chuveiro, que segue a mesma pegada sensorial em perspectiva masculina.

Comentários
Seja o primeiro a comentar. Leva menos de 30 segundos.
Comentar agoraAinda nenhum comentário. Que tal começar a conversa?
Deixe seu comentário
Sua opinião importa. Pode falar à vontade — julgamento zero aqui.