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Este é um conto erótico: turismo sexual em Roma, contado em três dias e em perspectiva feminina — ficção adulta (+18) sobre uma mulher e o guia de 38 anos que ela contratou para conhecer a cidade e acabou conhecendo muito mais. Ela viajou sozinha depois do divórcio, com um roteiro impresso e nenhuma expectativa. O roteiro previa fóruns, fontes e igrejas. O que não estava previsto foi o melhor de tudo.

Aviso: conteúdo adulto (+18). Personagens e situações são ficção. Toda relação descrita acontece entre adultos que consentem, sem qualquer troca comercial por sexo. Sobre o sentido real e as implicações legais do termo, veja a explicação mais abaixo.

Roma no primeiro dia

Todo bom conto erótico: turismo sexual, viagem e desejo se misturam nele muito antes do sexo — começa na chegada, no jet lag, na mala mal arrumada e na sensação estranha de estar do outro lado do mundo sem ninguém esperando por você. Helena desembarcou em Fiumicino numa manhã de setembro, com o casamento de doze anos ainda quente nos documentos e uma passagem só de ida para a própria vida.

Tinha contratado um guia particular pela internet, dessas plataformas em que você escolhe alguém que mora na cidade para te mostrar o que os ônibus de turismo não mostram. O perfil dele tinha três frases e uma foto: Matteo, 38 anos, arquiteto de formação, “conheço cada pedra desta cidade e a história por trás dela”. Helena marcou três dias. Achou que fosse por causa das ruínas.

Ele a esperava na porta do hotel no Trastevere, encostado numa Vespa velha, de camisa de linho amassada e óculos escuros. Quando tirou os óculos para cumprimentá-la, Helena reparou que ele tinha o tipo de olhar que não desvia cedo demais — o mesmo detalhe que ela notaria, mais tarde, num escuro bem diferente. Apertaram as mãos. A dele era quente e firme. “Bem-vinda a Roma”, ele disse, num português enferrujado que arrancou dela o primeiro sorriso de verdade em meses.

O guia que conhecia cada rua

O primeiro dia foi exatamente o que ela pagou para ser. Matteo a levou pelo Trastevere de manhã cedo, quando as ruas de pedra ainda cheiravam a pão e café e não a turista. Contou histórias que não estavam em guia nenhum: qual fonte tinha sido palco de qual escândalo, qual sacada tinha visto qual paixão, por que os romanos constroem tão perto uns dos outros.

Helena percebeu, ao meio-dia, que fazia horas que não pensava no ex-marido. Percebeu também que estava reparando demais nas mãos de Matteo quando ele apontava uma fachada, na maneira como o linho da camisa desenhava as costas dele quando subia uma ladeira à frente dela. Achou graça de si mesma. “Turismo sexual”, brincou por dentro, “não é bem isso” — porque não havia proposta, nem preço, nem nada além de dois adultos e uma cidade quente demais para a estação.

No fim da tarde, sentados numa trattoria de quatro mesas, ele pediu vinho sem perguntar e ela deixou. É esse o motor de todo conto erótico: turismo sexual honesto: não o dinheiro, não a transação, mas o instante em que a viagem afrouxa as regras que a gente carrega em casa. Longe da própria vida, ninguém sabia o sobrenome de Helena, seu cargo, sua rotina de mulher de agenda cheia. Ali, ela podia ser uma versão de si mesma que normalmente ficava guardada na gaveta.

Quando a conta chegou, ela insistiu em dividir. Ele riu. “Amanhã você não paga nada. Amanhã eu te mostro a Roma que eu gosto.” Helena topou antes de perguntar o que isso queria dizer.

Segundo dia: a Roma que ninguém vende

No segundo dia não houve roteiro. Matteo apareceu sem prancheta e sem plano, e levou Helena para os lugares que não rendem foto: um terraço escondido onde só se chega por uma escada de serviço, um mercado onde ele comprou figos e os partiu com os dedos, uma igreja vazia onde a acústica devolvia até a respiração. Foi ali, no silêncio daquela nave, que a mão dele encostou na dela. Nenhum dos dois afastou.

Saíram andando de mãos dadas por uma Roma dourada de fim de tarde, dois desconhecidos que já não eram bem desconhecidos. A tensão de véspera tinha virado outra coisa — uma corrente baixa e constante, dessas que a gente sente na pele antes de sentir na cabeça. Helena reconheceu o que era. Fazia tempo que não sentia, mas o corpo não esquece.

Pararam numa ponte sobre o Tibre. A água corria preta lá embaixo e a cidade acendia as luzes uma a uma. Matteo virou-se para ela e não disse nada de bonito, nada de ensaiado. Só perguntou, baixinho, se ela queria subir ao apartamento dele — ficava a duas ruas dali, com uma janela que dava para os telhados. Helena pensou por exatamente três segundos em todas as razões para dizer não. Depois disse sim, porque nenhuma daquelas razões pertencia àquela cidade.

Quem gosta desse tipo de encontro em viagem, entre dois estranhos e uma última noite, provavelmente vai gostar também do nosso conto erótico em Paris, que vive da mesma vertigem: o desejo que só aparece quando ninguém está olhando o suficiente para te cobrar depois.

A noite no apartamento dos telhados

O apartamento era pequeno e cheirava a papel velho e a manjericão da janela. Ele não acendeu a luz forte — só uma abajur no canto, dessas que deixam a pele cor de vinho. Serviu mais uma taça que nenhum dos dois bebeu.

Foi Helena quem começou. Anos de casamento morno tinham lhe ensinado exatamente o que ela não queria mais, e naquela noite ela quis o oposto de tudo. Puxou a camisa de linho dele pela gola e o beijou como quem recupera um tempo perdido. Matteo respondeu devagar — ele fazia tudo devagar, como quem sabe que a pressa é inimiga do prazer. As mãos dele desenharam as costas dela por cima do vestido antes de encontrarem o zíper, e quando o vestido caiu, ele parou só para olhar, e o jeito como olhou fez Helena se sentir, pela primeira vez em muito tempo, absolutamente desejada.

Ele a levou para a cama estreita perto da janela, onde os telhados de Roma serviam de teto. Beijou o pescoço, a clavícula, a barriga, sem pressa nenhuma, como se a noite não tivesse fim e a manhã não fosse cobrar nada. Quando finalmente subiu de volta ao rosto dela, Helena já não pensava em roteiro, em ex-marido, em voo de volta. Pensava só no peso dele, no calor, na maneira como o corpo dela respondia a cada toque como se tivesse acabado de acordar.

Fizeram amor sem urgência primeiro, depois com fome, depois rindo, depois em silêncio. A janela aberta trazia o barulho distante da cidade e uma brisa que secava o suor dos dois. Em algum momento da madrugada, Helena percebeu que estava chorando de leve — não de tristeza, mas daquele alívio que vem quando a gente finalmente se permite. Matteo não perguntou por quê. Só a puxou para mais perto e ficou.

Terceiro dia: a despedida

O terceiro dia foi curto e doce e nenhum dos dois falou do que aconteceu como se precisasse de explicação. Tomaram café num balcão em pé, à moda romana, e Matteo a levou de Vespa até o aeroporto, com Helena de braços enroscados na cintura dele e o vento levando o resto das dúvidas.

Não trocaram promessas. Trocaram um beijo demorado no meio-fio das partidas e um “se você voltar” que ninguém sabia se era verdade. Helena embarcou leve. No avião, olhando Roma sumir debaixo das nuvens, entendeu que não tinha ido atrás de turismo sexual nenhum — tinha ido atrás de se lembrar de que estava viva, e a cidade, de brinde, mandou junto um guia que conhecia cada rua.

O roteiro tinha durado três dias. O que não estava no roteiro durou muito mais: virou a lembrança à qual ela recorre até hoje, nas noites em que precisa saber que o desejo não morreu com o casamento. Se você curte a mesma temperatura de encontro de uma noite só, o conto erótico da noite de hotel segue por caminho parecido.

Roteiro dos três dias (resumo)

Dia O roteiro previa O que aconteceu
1 Trastevere, fontes e trattoria O primeiro sorriso de verdade em meses
2 Ruínas e museus A Roma escondida, a mão que encostou, o sim na ponte
3 Últimas compras e voo Café em pé, Vespa até o aeroporto e uma despedida sem promessas

Conto erótico: turismo sexual na ficção não é turismo sexual de verdade

Vale um parênteses fora da história. Turismo sexual, no sentido real do termo, é a viagem feita com o objetivo de manter relações sexuais comerciais no destino — e, quando envolve exploração ou menores, é crime grave, tipificado em lei no Brasil e em tratados internacionais. Nada disso tem a ver com o conto acima: Helena e Matteo são dois adultos, não houve pagamento por sexo, não houve exploração de ninguém. O termo aqui é apenas o gancho de um gênero de ficção de viagem. Se você quer entender o sentido jurídico e social do termo, leia o nosso guia sobre o que é turismo sexual e a definição da Organização Mundial do Turismo registrada na Wikipédia. Ficção erótica é fantasia; a lei é outra conversa — e as duas não se misturam.

Perguntas frequentes

Este conto erótico é baseado em fatos reais?

Não. É ficção adulta (+18). Personagens, nomes e situações são inventados. Qualquer semelhança com pessoas reais é coincidência. O objetivo é entreter, não relatar.

Qual a diferença entre este conto e turismo sexual de verdade?

Toda. No conto não há pagamento por sexo nem exploração: são dois adultos que se desejam e consentem, numa viagem. O turismo sexual real envolve comércio de sexo e, quando há exploração ou menores, é crime. A ficção usa o termo só como ambientação de gênero.

Posso ler contos eróticos de viagem de graça?

Sim. Todos os contos eróticos do iFody são gratuitos. Este é um conto erótico de turismo sexual em perspectiva feminina, e você encontra outras histórias de viagem e de encontro no mesmo cluster do blog.

O conto tem perspectiva feminina?

Sim. A história é contada do ponto de vista de Helena, com foco no desejo, na escolha e no reencontro dela com o próprio corpo depois do divórcio — não na conquista masculina.