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Este conto erótico lésbico médica e enfermeira narra, em primeira pessoa, a noite em que a tensão de meses entre mim e a Dra. Helena finalmente transbordou no silêncio de um plantão. É uma história F/F de olhares longos, jalecos e um corredor vazio que virou convite — ficção quente, sensual e contada do meu ponto de vista, o da enfermeira. Poucos cenários esquentam tanto quanto um conto erótico lésbico médica e enfermeira vivendo a mesma madrugada de plantão. Se você curte contos eróticos lésbicos de tensão que se enrola devagar antes de queimar tudo, fecha a porta da copa e vem comigo: o plantão foi longo e a noite, mais ainda.

Conto erótico lésbico médica e enfermeira: o plantão das onze

Eu trabalho no noturno há três anos. Conheço o hospital de cor: sei quais lâmpadas piscam, qual maca range, em que ala o corredor fica deserto depois da meia-noite. Conheço também a Dra. Helena — ou conhecia só o suficiente para saber que ela me deixava nervosa de um jeito que eu não sabia nomear.

Ela chegou ao plantão das onze como sempre chegava: cabelo preso, jaleco impecável, aquele jeito de olhar para a prancheta e depois para mim como se as duas coisas pedissem a mesma atenção. Helena era a médica que todo mundo respeitava e ninguém entendia. Calada, precisa, com um sorriso que ela guardava como se fosse caro. Eu tinha vinte e nove anos, ela talvez trinta e seis, e entre nós havia meses de uma conversa que nunca acontecia.

Naquela noite o pronto-socorro estava estranhamente calmo. Dois pacientes em observação, uma colega de enfermagem de folga, e o tempo correndo lento daquele jeito que faz a gente reparar em coisas que a pressa esconde.

A tensão que ninguém nomeava

Dividir um plantão com alguém ensina mais do que qualquer apresentação formal. Eu sabia o ritmo dos passos dela no linóleo. Sabia o cheiro discreto do café que ela tomava sem açúcar às duas da manhã. Sabia que, quando estava cansada, Helena soltava o cabelo por dez segundos antes de prendê-lo de novo — e que eu, sem querer, tinha começado a esperar por esses dez segundos como quem espera o melhor momento de um filme.

Não era a primeira vez que eu me sentia assim por uma mulher. Mas era a primeira vez que a mulher em questão era minha superiora, usava jaleco e tinha o poder de tornar tudo muito complicado. Eu me convencia, todo plantão, de que era admiração profissional. Eu mentia bem para mim mesma — quase tão bem quanto fingia não reparar quando o olhar dela demorava no meu.

Naquela madrugada, ela demorou mais do que de costume.

— Você fica boa de jaleco — ela disse, sem levantar totalmente os olhos da prancheta, como se o comentário fosse parte da anotação clínica.

Eu ri, daquele riso curto que a gente solta quando o chão se mexe um pouco.

— É o uniforme, Dra. Helena. Todo mundo fica.

— Não — ela respondeu, e dessa vez levantou os olhos. — Não todo mundo.

O corredor vazio

Houve um plantão, meses antes desse, em que quase aconteceu. Uma esbarrada na porta estreita da copa, o corpo dela um instante perto demais do meu, a respiração das duas mudando ao mesmo tempo. Naquele dia o bipe tocou e nos salvou — ou nos roubou, dependendo de como eu conto a história. Desde então a gente carregava aquilo: um quase que nunca virou nada e por isso virou tudo.

Por volta das três, os pacientes dormiam e o corredor da ala leste esvaziou completamente. Helena foi até lá conferir um prontuário no posto de enfermagem, e eu fui atrás com a desculpa de repor material. A desculpa era tão fina que dava para ver através dela.

O posto ficava num recuo do corredor, fora do alcance da câmera, daquele tipo de canto que os hospitais têm e que ninguém projeta de propósito mas todo mundo conhece. Ela estava encostada na bancada, o prontuário esquecido na mão. Eu parei a um passo. Um passo é uma distância enorme e é nenhuma distância, ao mesmo tempo.

— A gente vai continuar fingindo? — ela perguntou. A voz dela, que no plantão era firme, saiu baixa, quase um pedido.

Eu não respondi com palavra nenhuma. Fechei o passo que faltava.

Quando o silêncio virou convite

O primeiro beijo não teve pressa. Foi como quem confirma uma coisa que já sabia — a boca dela morna, o gosto leve do café, a mão dela subindo devagar pela minha nuca até soltar o meu cabelo do prendedor, exatamente como eu tantas vezes tinha visto ela soltar o dela. Eu suspirei contra os lábios dela e senti o suspiro virar quase um riso, de alívio, de “finalmente”.

Helena me puxou para mais perto pela cintura, os dedos firmes por baixo do jaleco, encontrando a barra da minha blusa. Eu deixei. Eu queria. Meses de “não” mentirosos desabaram num “sim” que eu nem precisei dizer em voz alta — o corpo disse por mim, encostando no dela, buscando o calor que o algodão do uniforme separava.

— Aqui não — ela murmurou no meu ouvido, mas a mão dela dizia o contrário, deslizando pela minha lombar. — A copa. Tranca por dentro.

A copa do plantão era minúscula: uma pia, um sofá velho, uma porta que de fato trancava. Eu nunca tinha pensado naquele cômodo como qualquer coisa além de café requentado e cansaço. Naquela noite ele virou outra coisa.

Dentro da copa

Helena trancou a porta e ficou ali um segundo, de costas para mim, respirando. Quando se virou, não era mais a médica precisa do corredor. Era uma mulher olhando para outra mulher com uma fome que ela tinha guardado, como guardava o sorriso, como se fosse cara demais para gastar à toa.

Eu tirei o meu jaleco primeiro. Foi a coisa mais natural do mundo e a mais arriscada — me despir um pouco era admitir tudo. Ela acompanhou o gesto com os olhos e depois com as mãos, ajudando, os dedos roçando os meus ombros, a curva do meu pescoço, descendo. Beijou a minha clavícula, e eu ouvi a minha própria respiração se quebrar.

A gente se descobriu devagar, depois nem tão devagar. As bocas se reconhecendo, as mãos aprendendo o que o jaleco escondia havia meses. Helena beijava como quem examina — atenta, demorada, reparando na reação de cada toque antes de seguir. Quando a mão dela encontrou a minha pele por baixo da blusa e subiu, eu prendi um gemido com a própria boca dela, porque do outro lado da porta ainda existia um hospital.

O sofá velho recebeu o nosso peso com um rangido que a gente abafou rindo, um riso nervoso que se desfez no beijo seguinte. Ela ficou por cima, o cabelo solto fazendo cortina sobre nós dois, e me olhou de um jeito que pedia permissão sem pedir.

— Pode — eu disse. Foi a primeira palavra inteira em muito tempo.

O que veio depois eu carrego como se fosse uma fotografia: o calor das mãos dela, a maciez de uma pele contra a outra, o cuidado que não tirava nada da intensidade — pelo contrário, dava. Helena conhecia o corpo de uma mulher como conhecia o corpo humano em geral, com a diferença de que ali não havia distância clínica nenhuma. Cada toque era pessoal. Cada resposta minha ela colecionava como diagnóstico do que me fazia bem.

Eu mordi o próprio pulso para não fazer barulho quando o prazer chegou, e mesmo assim escapou um som, baixo, que ela engoliu num beijo. Depois foi a minha vez de aprender o mapa dela — a maneira como o cabelo dela colava na testa, como o controle da Dra. Helena se desmanchava em respiração curta quando eu encontrava o ritmo certo. Ver aquela mulher tão senhora de si perder um pouco o chão por minha causa foi, talvez, a parte mais quente da noite inteira.

Depois, ainda no escuro

A gente ficou um tempo no sofá apertado, encaixadas, ouvindo o hospital respirar lá fora. Nenhuma das duas falou nada por um bom tempo. Não era constrangimento. Era aquele silêncio cheio que vem depois de uma coisa que demorou demais para acontecer.

— Eu reparo em você desde o primeiro plantão — Helena disse por fim, os dedos desenhando devagar no meu braço. — Achei que ia conseguir não reparar.

— Eu também achei — eu respondi. — A gente é péssima em não reparar.

Ela riu — o sorriso caro, gasto comigo, de graça. Lá fora um monitor apitou suave e nos lembrou de quem a gente era de jaleco vestido. A gente se recompôs no escuro, ajeitou cabelo, abotoou o que tinha sido desabotoado, e voltou a ser, na porta da copa, a médica e a enfermeira do plantão das onze.

Mas alguma coisa tinha mudado de lugar para sempre. No corredor, antes de cada uma seguir para o seu posto, ela tocou de leve a minha mão. Um toque de um segundo. Ninguém viu. Eu vi. Eu sempre via.

O plantão terminou ao amanhecer como todos os outros. Só que esse eu não esqueci — e, pela maneira como ela me olhou ao entregar o turno, ela também não.

No vestiário, enquanto eu trocava o uniforme pela roupa de ir embora, fiquei pensando em quantos meses a gente tinha desperdiçado em “bom dia” e “boa noite” educados, em quantas vezes o quase tinha passado raspando sem virar nada. Talvez seja isso que um conto erótico lésbico entre médica e enfermeira ensina melhor do que qualquer manual: o desejo que a gente finge não sentir não desaparece, só fica mais barulhento no silêncio. Helena passou pela porta do vestiário antes de ir, ainda de jaleco, e disse apenas “até o próximo plantão” — mas o jeito como disse fez a frase soar como promessa. Eu sorri para o espelho depois que ela saiu. O noturno, que sempre me pareceu o turno mais longo do hospital, de repente tinha virado o meu preferido.

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Perguntas frequentes sobre o conto

Este conto erótico lésbico é baseado em fatos reais?

Não. “A Doutora e a Enfermeira” é uma obra de ficção erótica, escrita para entretenimento adulto. Personagens, hospital e situações são inteiramente inventados. Qualquer semelhança com pessoas reais é coincidência.

De qual ponto de vista o conto é narrado?

O relato é em primeira pessoa, pela perspectiva da enfermeira. É ela quem conta a construção da tensão com a Dra. Helena ao longo dos plantões e a noite em que essa tensão finalmente transborda.

O conteúdo é explícito?

O conto é sensual e adulto, com uma cena íntima entre duas mulheres descrita de forma quente, porém sem vulgaridade gratuita. É voltado para maiores de 18 anos.

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