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Conto erótico sexo no trabalho: o projeto vencia no dia seguinte, o andar inteiro tinha esvaziado e só sobramos nós dois — eu e ele — na sala de reunião do 14º andar, com a cidade acesa do outro lado do vidro. É ficção adulta, escrita na minha perspectiva, com a tensão subindo devagar entre uma planilha e outra até nenhum de nós conseguir mais fingir que era só trabalho.
Antes de a história começar, um aviso curto: tudo aqui é fantasia entre dois adultos que se querem e que sabem onde estão pisando. No mundo real, sexo no ambiente de trabalho tem consequências profissionais bem concretas — volto a isso no fim, sem moralismo e sem estragar a noite.
As 19h, quando o andar começou a esvaziar
A gente combinou de virar a noite no projeto sem dizer, em voz alta, que ia virar a noite. Foi acontecendo. Primeiro saiu o pessoal do comercial, mochila nas costas, “boa sorte aí”. Depois o time de design, que apagou metade das luzes do corredor por reflexo. Às sete e pouco, o ar-condicionado entrou no modo noturno e o silêncio do escritório ficou diferente — mais fundo, quase íntimo.
Eu fingi que não reparei que era só ele e eu. Ele fingiu que não reparou que eu tinha reparado. A gente é bom nisso: fingir. Há meses a gente finge nas reuniões que aquela troca de olhar não significa nada, que o “fica aqui que eu te ajudo” é só colega ajudando colega.
Mas àquela hora, com a apresentação em cima da gente e o resto do mundo já em casa, ficou mais difícil sustentar a mentira.
Eu conhecia cada detalhe daquela tensão de cor. O jeito como ele ria das minhas piadas ruins meio segundo depois do necessário. A forma como, na reunião das quartas, escolhia sempre a cadeira diagonal à minha — perto o bastante para eu sentir o perfume, longe o bastante para ninguém comentar. O “boa noite” no elevador que, há umas três semanas, tinha vindo acompanhado de um olhar que durou um andar a mais. A gente colecionava esses quase nada como quem guarda fagulhas sem decidir se quer ou não acender alguma coisa.
Eu já tinha imaginado aquela cena antes — todo mundo já imaginou, em algum momento, um conto erótico sexo no trabalho protagonizado por si mesmo, naquele colega específico, naquela sala específica. A diferença é que dessa vez a fantasia tinha hora marcada, prazo de entrega e duas xícaras de café esfriando na mesa. E ninguém mais no andar para atrapalhar.
A sala de reunião às 22h
Eu carreguei meu notebook para a sala de reunião grande, a do vidro, porque a mesa comportava os dois monitores e porque — admito agora — era a única sala com porta. Ele veio atrás com dois cafés que ninguém mais ia querer e uma desculpa qualquer sobre o slide 12.
A cidade estava toda lá fora. Daquele andar, à noite, o escritório vira outra coisa: os prédios viram pontos de luz, o vidro reflete a gente por cima da paisagem, e o mundo corporativo de terno e crachá some. Restou o jeito como ele apoiou o quadril na beirada da mesa, perto da minha cadeira, e como eu não me afastei.
— Você errou o número aqui — falei, só para falar, apontando para a tela.
Ele se inclinou para ver. Ficou perto demais para “ver um número”. Senti o cheiro dele, o calor do braço quase encostando no meu, e o tal número virou a coisa menos importante da sala.
— Tá certo o número — ele disse, baixo, sem olhar para a tela. Olhando para mim.
Eu deveria ter rido, voltado para a planilha, salvado a noite. Em vez disso, segurei o olhar. E foi aí que a apresentação de amanhã deixou de ser o problema mais urgente do 14º andar.
O silêncio entre a gente ficou com textura. Dava para ouvir o zumbido do ar-condicionado, o clique distante de uma porta no andar de baixo, a minha própria respiração tentando parecer normal e falhando. Ele não recuou. Eu também não. Ficamos os dois ali, suspensos naquele segundo longo em que ainda dava para fingir que não era nada — e em que os dois já sabíamos que tinha deixado de ser.
Quando o trabalho virou desculpa
Tem um instante, nessas horas, em que as duas pessoas sabem. Não precisa de palavra. Foi quando ele tirou a caneta da minha mão — eu nem lembrava que estava segurando uma caneta — e a colocou na mesa, devagar, como quem desarma a única coisa que ainda nos prendia ao motivo de estarmos ali.
Minha respiração mudou antes da minha cabeça decidir qualquer coisa. Ele percebeu. Levou a mão até a minha nuca, sem pressa, dando tempo de eu recuar se quisesse. Eu não quis. Eu inclinei a cabeça contra a mão dele, e isso foi o meu “sim”.
O primeiro beijo foi quase uma pergunta. O segundo já não tinha dúvida nenhuma. Eu me levantei da cadeira sem soltar a boca dele, e a cadeira rodou para trás batendo no vidro com um baque surdo que nenhum de nós ligou. As mãos dele desceram pela minha cintura por cima da blusa, e as minhas finalmente fizeram o que vinham querendo fazer há meses: agarraram a gola da camisa dele.
O vidro, a cidade e a gente
Ele me virou de frente para a janela. Foi a coisa mais erótica da noite — eu de costas para ele, as duas mãos espalmadas no vidro frio, a cidade inteira na minha frente fingindo que não via, e ele atrás de mim, a boca no meu pescoço, descendo pela curva do ombro enquanto abria, botão por botão, a blusa que eu tinha vestido às sete da manhã sem imaginar como a noite ia terminar.
A blusa abriu. Senti as mãos dele subindo pelas minhas costas, contornando o fecho do sutiã sem pressa, como quem tem a noite inteira — e a gente tinha. Cada peça de roupa que saía levava junto um pouco do crachá, do cargo, da formalidade de meses. Sobrava a pele, o reflexo dos dois no vidro por cima dos prédios acesos, e o som da minha própria respiração embaçando o vidro num círculo que crescia a cada vez que eu exalava.
— Alguém pode ver — sussurrei, e a verdade é que a ideia, em vez de me assustar, me incendiou.
— A gente tá no 14º andar — ele murmurou contra a minha pele. — Ninguém vê. Mas se você quiser parar…
— Não quero parar.
Foi a frase mais honesta que eu disse o dia inteiro. Mais honesta que qualquer status que dei na reunião da manhã, mais verdadeira que o “tá tudo sob controle” que mandei para o chefe às seis da tarde. Ali, com a testa no vidro e a cidade fingindo não ver, não tinha planilha, não tinha cargo, não tinha o cuidado de meses para não deixar transparecer. Tinha só o que eu queria — e, pela primeira vez, eu não estava editando isso antes de deixar sair.
A saia subiu. As mãos dele conheciam o caminho como se já tivessem feito aquilo em todas as reuniões em que a gente só trocou olhar. Eu encostei a testa no vidro, o hálito embaçando o reflexo da cidade, e deixei de pensar em prazo, em chefe, em segunda-feira. Existia o calor dele nas minhas costas, a pressão certa, o ritmo que a gente foi encontrando juntos como se afinasse um instrumento, e a mesa de reunião — onde de manhã decidiríamos orçamentos — servindo de apoio para tudo o que eu não tinha coragem de dizer em voz alta no expediente.
Em algum momento ele me virou de novo, agora de frente para ele, e me sentou na beirada da mesa de reunião — a mesma mesa onde, de manhã, oito pessoas discutiam cronograma. Minhas costas encontraram a madeira fria, meus calcanhares se apoiaram na borda, e eu puxei o rosto dele para perto, querendo ver os olhos dele e não só o reflexo no vidro. Ele foi devagar de propósito, lendo cada reação minha, parando quando eu prendia a respiração só para me ouvir implorar baixinho que continuasse. E continuou.
Não teve pressa de relógio, mesmo com o prazo de amanhã pairando sobre nós. Teve, isso sim, a urgência de meses de olhares engolidos, de mãos que quase se tocavam ao passar o mesmo relatório, de “boa noite” ditos no elevador com um segundo a mais do que o necessário. Tudo aquilo desaguou ali, na sala de vidro, com a cidade de testemunha muda.
A cidade brilhava. O ar-condicionado zumbia. E pela primeira vez em meses a gente parou de fingir.
Depois, com a luz da cidade
Ficamos um tempo ali, eu sentada na beirada da mesa, ele entre os meus joelhos, a testa dele na minha. Rimos baixo, daquele riso meio sem jeito de quem acabou de atravessar uma linha que não dá para desatravessar. A apresentação continuava no monitor, com o slide 12 e o número que estava certo.
— A gente ainda tem que terminar isso — eu disse, apontando o queixo para a tela.
— Eu sei — ele respondeu, ajeitando a gola da minha blusa com um cuidado que me apertou o peito. — Mas não agora.
Terminamos o projeto às duas da manhã, sentados lado a lado, os pés dele cruzados com os meus embaixo da mesa. Ele segurava o café que tinha esfriado de vez; eu revisava os números pela terceira vez sem enxergar nenhum deles. De vez em quando um de nós ria do nada, sem motivo nenhum além do que tinha acontecido ali. A sala de vidro tinha voltado a ser uma sala de reunião comum — mesa, cadeiras, monitor — e ao mesmo tempo nunca mais ia ser só isso para nenhum de nós dois.
Na apresentação do dia seguinte, de terno e crachá, a gente voltou a fingir muito bem. Só que agora era um fingimento diferente — daqueles que duas pessoas guardam como segredo, sorrindo para a tela enquanto o chefe elogia o slide 12. Quando os nossos olhares se cruzaram por cima da mesa de reunião, naquela mesma mesa, eu tive que olhar para a apresentação rápido demais para não rir. Ele tossiu para disfarçar. Ninguém percebeu. Esse era o ponto.
Conto erótico sexo no trabalho: a fantasia e a vida real
Essa cena é deliciosa no papel justamente porque é fantasia: o proibido, o risco, o lugar errado na hora certa. Na vida real, sexo no trabalho mistura desejo com vínculo empregatício, e isso pede um pouco mais de cabeça do que de impulso. Relação entre colegas, exposição, e até a possibilidade de punição disciplinar fazem parte do pacote — e nada disso aparece no calor do momento.
Se a fantasia te pegou, a melhor notícia é que ela cabe inteira dentro de casa: dá para recriar o cenário do “escritório depois do expediente” em role play com seu par, sem nenhum dos riscos profissionais. A gente explica como em sexo no trabalho: fantasia, riscos reais e como casais vivem isso, o guia que separa o que é tesão de ficção do que é problema de verdade. E se você curte o tema “chefe e subordinada”, tem mais ficção nossa em conto erótico: a secretária e o chefe.
Perguntas frequentes
É proibido fazer sexo no local de trabalho?
Em si, não é crime fazer sexo de forma consensual entre dois adultos em um espaço privado e fechado. O problema é trabalhista: a maioria das empresas trata isso como falta grave, e o ato pode configurar justa causa por mau procedimento ou incontinência de conduta, nos termos do artigo 482 da CLT. Em local com acesso ao público, ainda entra a questão de ato obsceno. Ou seja: o risco real não é a polícia, é o RH e o emprego.
Relacionamento com colega de trabalho dá certo?
Pode dar — muita gente conhece o parceiro no trabalho. O que faz diferença é a transparência com as regras da empresa (algumas exigem comunicar relações entre colegas, sobretudo quando há relação de hierarquia) e a separação entre vida pessoal e profissional. Hierarquia direta, chefe e subordinado, é o cenário mais delicado, porque envolve poder e pode gerar percepção de assédio ou favorecimento.
Como viver a fantasia de sexo no trabalho com segurança?
Levando ela para casa. O role play “depois do expediente” — figurino, cenário improvisado, a regra de “ninguém pode nos ouvir” — entrega toda a adrenalina do proibido sem nenhuma consequência profissional. Nosso guia sobre sexo no trabalho traz ideias práticas para isso.
Onde ler mais contos eróticos hetero?
A iFody publica ficção adulta autoral toda semana, com cenários de fantasia e role play — incluindo o clássico conto da secretária e do chefe. São histórias escritas para adultos, com consentimento no centro da trama.
Conteúdo de ficção adulta, destinado a maiores de 18 anos. Personagens e situações são fictícios. Referência legal sobre justa causa: artigo 482 da CLT.

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